terça-feira, 13 de setembro de 2011

até a exaustão que se perde
pelos braços que me apertam
pelas coxas que me circundam
e
pela língua que me lambe.. rasga gostoso, vai…
até o êxtase no escuro
morder as paredes desesperadas
enquanto me deito aberta
esperando o rugir do mundo
entre os dentes e a faca acesa
desse tua força que me fere
e sangro o vermelho - enguia
que eletrizante me deixa o grelo
raspa tuas unhas
até que eu me morra aos poucos
na mordedura dos lábios roxos
sem fôlego algum
rarefeita de mim
entre linguadas e suores
dentre as coxas e os vãos
que vão na pegada louca
desse teu corpo de homem
e o meu cheiro esguichando o doce
o espumante que te consome

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