Alvorada de desejos vagabundos,
deslizando no meu corpo ardente.
És a leveza própria das asas que voam
espreitando todos os ventos que te possam trazer até mim.
És a sintese de todos os ecos,
o grito que calaste para que outros irrompessem.
És a intima raíz do tempo
onde as palavras dormem docemente.
És um horizonte distante,
onde as luzes se apagam, lentamente,
esperando um por-de-sol.
És lampejos de átomo,
atravessando luas de fogo em meus lábios ausentes.
És o mais doce e ardente pecado
que habita e se oculta em teus olhos de orgasmos.
Quem és ?
És o meu segredo de todas as horas,
uma constelação silenciosa, que explode na intimidade
da noite, quando em caricias nos imaginamos!
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